Porquê ser um voluntário?


Voluntário é aquele que se sacrifica em prol do bem alheio. Esta é a visão que muita gente tem sobre o trabalho voluntário. Pensam que ele significa sacrificar o próprio tempo, a convivência com a família e o lazer em prol de quem precisa. Nada poderia estar mais errado. Trabalhar com voluntariado não é sacrificar. É compartilhar.

Quando se dedica a alguém que necessita, o voluntário não está abrindo mão do que tem. Ele está compartilhando algo que muitas vezes tem de sobra, embora muitas vezes não perceba: amor, felicidade, sabedoria, conhecimento, tempo, humildade. E, por mais que se diga por aí que o voluntário não recebe nada em troca do que faz, ele recebe e recebe muito.

Cada vez que ajudamos alguém sem esperar nada em troca, recebemos a satisfação plena de ter feito o máximo pelo próximo, a gratidão e o carinho de valor incalculável daqueles que ajudamos, a realização e o bem-estar pessoal que só conhece quem ajuda o irmão que precisa, e a certeza de que estamos construindo uma humanidade com valores maiores e melhores.

Se há quem considera estes valores como impalpáveis, há outros ganhos bem mais concretos que podem ser observados para o voluntário. Como vivencia positivamente o ato de compartilhar o que tem, o voluntariado desenvolve a iniciativa e transforma o voluntário em uma pessoa capaz de se dedicar integralmente a qualquer tarefa pelo simples prazer que ela lhe dá. Ele também aprende a valorizar o amor (não só o amor presente, mas também o ausente), a desconstruir conceitos e preconceitos, a gerar novos referenciais de relevância na própria vida. O voluntário se humaniza, aprende novas formas de agir e de reagir, ganha novos conhecimentos e amizades.

Como ser voluntário é algo que depende de cada um e que está ao alcance de todos. De maneira geral, o voluntariado consiste em doar tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário e, com isso, melhorar a qualidade de vida de uma comunidade. Há diversas formas de se fazer isso, diversos projetos que precisam de gente interessada para serem executados, e é fácil chegar a eles por meio de associações, grupos, ONGs, hospitais, instituições governamentais, comunidades cristãs ou de outras religiões e filosofias.

Antes, porém, o futuro voluntário precisa estar ciente que, se há muito há se ganhar, existe também um único preço a se pagar: comprometimento. Ser voluntário é, acima de tudo, assumir um compromisso. Aquele que recebe o seu voluntariado irá contar com ele, por isso assuma somente aquilo que você tem certeza que poderá realizar com consciência e responsabilidade. Pequenas ações feitas com regularidade valem muito mais do que uma única grande ação descompromissada e casual, até porque juntas as pequenas e consistentes podem originar algo muito maior.

Não tenha, então, vergonha de fazer algo pequeno, pois nada do que doamos de nós mesmos é insignificante. Também não tenha medo de fazer algo grande, pois nada é tão grande quanto a satisfação que você receberá de volta. Mas, seja qual for a sua opção, tenha certeza de que poderá fazer com continuidade e compromisso, pois, pequeno ou grande, muitos contarão com você.

Se depois de ler tudo isso ainda há dúvidas de que o voluntariado é para você, tente responder a uma pergunta simples: você está disposto a olhar para seu próximo, importar-se com ele e fazer a ele algo de bom? Se a resposta for sim, você já tem quase tudo para ser um ótimo voluntário. Basta, agora, procurar quem precisa de você e se preparar para descobrir que você também precisa dele.

Se além de tudo isso, você também tem disponibilidade pelo menos um domingo pro mês a tarde e no final da tarde do primeiro sábado de cada mês para uma reunião mensal com oficinas venha nos visitar no Dia do Visitante do Grupo Amor em Gotas.

Este texto é uma contribuição de Dario de Barros Carvalho Júnior (DJ Carvalho).